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sábado, 21 de janeiro de 2017

Dica de Livro - Saint Hilaire

Livro Viagens do Naturalista Saint Hilaire por toda província de Minas Gerais do meu querido amigo Eugênio Goulart, que sempre acompanha e incentiva minha trajetória de bióloga naturalista.

O livro resulta de um intensivo estudo das expedições de St. Hilaire pelas terras mineiras. É um compilado importante de relatos, incluindo fotografias, nomes e situações atuais das localidades visitadas no século XIX. Recomendo leitura!


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Inselbergs do Vale do Mucuri, nordeste de Minas Gerais

No início do século XIX, vários naturalistas europeus carregavam em suas expedições pessoas para ilustrarem as florestas tropicais na distante e perigosa terra. 
Eu tenho o prazer de, em pleno século XXI, carregar o meu pai para minhas expedições, que delicadamente ilustra os inselbergs de nossa região.

Óleo sobre tela. Marcelo Amorim de Paula

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Naturalistas - Saint Hilaire



Santo "Seu" Hilário na Serra do Lenheiro from Rodrigo Maia filmes on Vimeo.


"Uma das malas servia-me ordinariamente de assento: outra fazia o papel de secretária. Mal me instalava, punha-me a estudar os vegetais que recolhera; os insetos eram espetados, as plantas mudadas de papel, etiquetadas e postas na prensa. Meu criado auxiliava-me eficazmente na parte manual do trabalho, e extraía as vísceras dos pássaros abatidos durante a caminhada. Se ainda me sobrava algum tempo antes do anoitecer, ia fazer nova herborização; conversava com meus hospedeiros, e procurava colher deles as informações que me eram necessárias; escrevia meu diário e às dez horas deitava-me na rede." Saint-Hilaire. Viagem pelas províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 2000, p.118.

Exposição Saint Hilaire

Saint Hilaire e as paisagens brasileiras


"A exposição comemora o 200º aniversário da chegada de Saint Hilaire ao Brasil, descrevendo o itinerário percorrido pelo botânico e naturalista através de uma fusão de textos e imagens. Na mostra, densas florestas, campos gerais com araucárias, o distrito diamantino, índios, tropeiros e gaúchos saltam dos relatos escritos por Saint-Hilaire e ganham forma através das gravuras e desenhos produzidos por outros artistas, alguns dos quais no âmbito de expedições que seguiram o mesmo trajeto, como a de Carl von Martius e a do príncipe Maximilian zu Wied-Neuwied." - Biblioteca Nacional

Local: Biblioteca Nacional - Salão de Obras Raras
Av. Rio Branco, 219 - 3° andar
Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Período: De 9 de dezembro a 28 de fevereiro
Segunda a sexta, de 10h às 17h
Classificação livre.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Darwin no Rio - "Darwin in Rio"

Agora os preparativos para o Rio estão intensos. Só para dar uma inspirada, separamos alguns trechos do livro:

Viagem de um naturalista ao redor do mundo - Charles Darwin, Editora Abril Cultural

e estamos nos deliciando com os relatos de Darwin sobre o Rio em abril de 1832. Só bastou a ele olhar um pouquinho mais para os inselbergs. Sentimos falta de descrições maravilhadas sobre as bromélias, os cactos, as orquídeas...
Bem, essa tarefa terá que ser nossa :)



"Todos já ouviram falar da beleza do cenário da baía de Botafogo. A casa em que me hospedava estava situada bem debaixo da conhecida montanha do Corcovado. Com muita verdade afirma-se que os morros cônicos e abruptos são as características da formação a que Humbold chamou de granito-gneiss. Nada mais admirável do que o efeito dessas colossais massas redondas de rocha nua emergindo do seio da mais luxuriante vegetação. Muitas vezes me entretinha a olhar as nuvens, que, rolando sobre o mar, vinham formar um manto logo abaixo do ponto mais elevado do Corcovado. Como muitas outras, esta montanha, quando parcialmente velada, parecia erguer-se a uma altura mais nobre do que a realidade possui: seiscentos e noventa metros." (pág.10)

"Visitei, um dia, o Jardim Botânico onde cresciam plantas muito conhecidas pela grande utilidade de suas propriedades. As folhas de cânfora, da pimenta, da canela e do cravo, desprendiam um aroma muito delicioso, e a fruta-pão, a jaca e a manga disputavam entre si a primazia da magnificência da folhagem."(pág.11)

"Em outra ocasiao, tendo partido cedo, andei até a montanha da Gávea. O ar estava deliciosamente fresco e fragrante, e as gotas de orvalho brilhavam ainda sobre as grandes liliáceas que cobriam com sua sombra a água clara dos riachos. Sentei-me sobre um bloco de granito e desfrutei alguns instantes vendo passar a voar perto de mim um sem-número de insetos e pássaros. Os colibris parecem gostar imensamente destes recantos sombrios e solitários. Sempre que via uma dessas criaturinhas sussurrar em torno de uma flor, escondendo as asas no célebre adejar, lembrava-me da mariposa-esfinge, cujos hábitos e movimentos são, em muitos aspectos realmente semelhantes."(pág.11)

Para ler mais sobre a visita de Darwin ao Brasil, acesse: http://www.dw.com/pt-br/o-que-charles-darwin-viu-no-brasil/a-39837311